sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A HISTÓRIA DE BALSAS (walter carmello filho)

Estou em Balsas há oito anos completados no dia 12  p.p. Durante todo esse tempo fui pesquisando coisas da cidade onde decidi viver. Pude perceber que a grande maioria das pessoas,inclusive aqui nascidos,desconhece  como surgiu Balsas e quem foram os pioneiros do seu surgimento.
No intuito de colaborar com o conhecimento geral  resolvi publicar um breve relato dos primórdios da existência desta cidade que apesar das incontáveis necessidades de ordem social,cultural,assistencial e de infra estrutura,consegue  pelos seus outros dotes naturais que seu povo  seja alegre e hospitaleiro.

Breve relato da fundação.
O município de Balsas faz parte da região sul do Estado do Maranhão.E é hoje um novo polo da fronteira agrícola,principalmente pela cultura da soja.
A região foi formada por vaqueiros nordestinos que fugindo da seca cruzaram o Rio Parnaíba e descobriram as terras do Maranhão, montando uma estrutura na Passagem dos Caraíbas às margens do Rio Balsas. (Alí onde está se construindo uma ponte metálica a precisos 8 anos)
Os balsenses têm sua historia marcada de extrema beleza e importância, tendo em sua origem, um povo lutador e alegre que revive com orgulho as linhas vivas de suas conquistas.As terras dessa região eram pertencentes a grandes fazendeiros que residiam na sede do município de Riachão, tendo como proprietários as famílias Coelho e o Tenente – Coronel Daniel Alves Rego. Como a ligação entre as fazendas eram realizadas somente por via fluvial, não tardou que se formasse ao longo do trajeto pequenos povoados.
Sabedor da existência do novo núcleo de população que aqui se formara, para cá se deslocou o baiano Antônio Ferreira Jacobina, mercador de fumo nos sertões. Tornou-se líder da povoação, a qual denominou Vila Nova. Este construiu às margens do Rio Balsas um pequeno comércio onde vendia: fumo, cachaça, rapadura, sal e querosene. Contam também que neste local Jacobina realizava muitas festas com mulheres trazidas de outros locais.O local servia de referência para todos os viajantes que ali passavam em embarcações construídas de buritis, denominadas “balsas”.
Em 1879 foi edificada uma pequena igreja em homenagem a Santo Antônio, e em 1882 Vila Nova recebeu um novo nome, “Santo Antônio de Balsas” que posteriormente foi elevado à categoria de vila e de cidade, com a mesma denominação.
Os Distrito foi criado em 1892, pela Lei Nº 15; e desmembrado do município de Riachão em 22 de Março de 1918 pela Lei Nº 775. Na ocasião figurava como Distrito de Santo Antônio de Balsas que pelo Decreto-Lei Nº 820 de 30 de Dezembro de 1943, passou a denominar-se “BALSAS”.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

EXALTAÇÃO EQUESTRE



Walter Carmello Filho






Sobre a sela tomo o rumo


Dos verdes campos de onde vieste.


Subimos na montanha até o cume


És só um cavalo ou ícone eqüestre






Teu pelo de cor do ouro


Este teu fôlego inesgotável,


Desmedido relâmpago louro


És um cavalo soberbo e ágil.






No galope,ou marcha enfeita


O luar desta madrugada


Morfologia da raça perfeita


De estrutura equestre recortada.






Levar-me ao lombo é mister


Cavalgando até me extasiar


Isto tudo tem o poder


Do poeta um cavalo ... exaltar!






Na primavera de 2010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Destaque para o "BONÉ " !!
Trancrevemos abaixo uma música de Joel Marx e que foi gravada por Chitãozinho e Xororó,retratando bem a vida do caipira com o seu linguajar peculiar.
Neste nosso espaço de contato,julgamos que ela cabe muito bem e resolvemos postá-la.
 
CAIPIRA
Autor: JOEL MARX
O que eu visto num é linho
Ando inté di pé nu chão
E o cantá di um passarinho
E’ prá mim uma canção

Vivo cuá puera da inxada..
intranhada nu nariz..
Trago a roça bem prantada
pra sirvi u meu país!

Sô sô desse jeitu i num mudo
Na roça nóis tem di tudo
e a vida num é mintira
Sô sô livre feito um regato
Eu sô um bixo du mato
Mi orguio di cê caipira

Dotô eu num tivi istudu
Só sei memo é trabaiá
nessa casa de matuto
É bem vindo quem chegá

Si tenho as mão calejada
É do arado rasganu o chão
Se a minha minha pele é queimada
é o sor forte do sertão...

Sô sô desse jeitu i num mudo
Na roça nóis tem di tudo
e a vida num é mintira
Sô sô livre feito um regato
Eu sô um bixo du mato
Mi orguio di cê caipira

Inquantu arguém fais guerra
trazenu fome i tristeza
Minha luta é cum a terra
prá num farta pão na mesa

As veis eu vô pra cidade
I nem sei falá direito
Pois caipira di verdade
nace e morre desse jeito

Sô sô desse jeitu i num mudo
Na roça nóis tem di tudo
e a vida num é mintira
Sô sô livre feito um regato
Eu sô um bixo du mato
Mi orguio di cê caipira
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 8 de outubro de 2010







O CAVALO CEGO

Walter Carmello Filho

Há muito tempo,quando eu ainda era um adolescente,perto da minha casa,hoje o centro comercial de São Carlos,havia um pequeno capinzal onde dois cavalos costumavam pastar. E já eram meio velhos! Quem os observava de longe, pareciam cavalos como os outros, mas, quando se chegava perto, percebia-se que um deles era cego.

Contudo, seu João,o dono, não se desfez dele e arrumou-lhe um companheiro – um cavalo que parecia um pouco mais novo. Talvez por isso sempre admirei o seu João,um simpático verdureiro.

Verifiquei que quando os cavalos pastavam por ali,ouvia-se um tilintar. Procurando de onde vinha o som, percebi que havia um pequeno sino no pescoço do cavalo mais novo. Assim, o cavalo cego sabia sempre onde estava seu companheiro e o seguia.

Ambos passavam os dias comendo e a tardezinha o cavalo cego seguia o companheiro até a casa do seu João que ficava ali perto. Eu percebia que o cavalo com o sino estava sempre olhando se o outro o acompanhava e, às vezes, parava para que o outro pudesse alcançá-lo. E o cavalo cego guiava-se pelo som do sino, confiante que o outro o estava levando para o caminho certo.

Aquela observação,talvez pelo calor da juventude ficou esquecida em um escaninho nda minha memória. Hoje,na maturidade,e na lida com os cavalos,passeia refletir sobre o companheirismo daqueles dois animais e tirei algumas conclusões:

Como seu João verdureiro,o dono desses dois cavalos, Deus não se desfaz de nós só porque não somos perfeitos, ou porque temos problemas ou desafios.

Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em nosso auxílio quando necessitamos.

Algumas vezes somos como o cavalo velho e cego guiado pelo som do sino daqueles que Deus coloca em nossas vidas. Outras vezes, somos o cavalo que guia, ajudando outros a encontrar seu caminho.

Assim são os bons amigos. Você não precisa vê-los, mas eles estão lá.

Por favor, ouça o meu sino. Tenha certeza,eu também ouvirei o seu.

Viva de maneira simples, ame generosamente, cuide com devoção, fale com bondade… E confie, deixando o resto por conta de DEUS!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010


QUEM É?



Walter Carmello Filho







             Encantador de cavalos vai virar moda muito em breve. Pelo que andei lendo ,a Globo vai levar ao ar no final deste mês uma novela chamada Araguaia,em que um dos atores principais,Murilo Rosa será uma espécie de encantador de cavalos.
            Será um plágio ao filme de Robert Redford,a Monty Roberts (este sim um encantador de cavalos) ou a este nosso pequeno blog?
            A verdade é que de algum tempo a estes,a doma racional,aquela sem violência,vem ganhando muitos adeptos e os mais bem sucedidos já estão sendo chamados de encantadores de cavalos. Com a novela da Globo então,qualquer domador vai se arvorar com este belo e comovente título .
           Eu era muito pequeno,tinha uns 9 anos,e morávamos em uma chácara onde hoje está instalada a fábrica da potente Toalhas São Carlos,quando meu avô,um italiano franzino mas dono de uma força intelectual muito grande,trouxe de sua fazenda em uma carroça, um potrinho alazão recém nascido. – Perdeu a mãe! Disse êle a minha avó,já com isso sensibilizando a nona a cuidar dele.
            Foi a partir daquele já longínquo dia que passei a encantar-me com os cavalos,e Indaial tornou-se um garanhão que não precisou ser domado. Nossa convivência estreita e diária fez com que êle conhecesse até minhas expressões e sinais. Nunca precisou trocar obediência por comida,castigo ou recompensa. Fazia porque éramos cúmplices de cavalgadas,banhos de rio,relaxamento sob as mangueiras ou jambeiros .
             Orgulho-me até hoje de nunca ter usado chicote,rebenque ou espora em nenhum dos muitos cavalos que já tive e jamais precisei usar de equipamentos ou apetrechos para “amolecer nuca ou queixo”. Prefiro o afago e a conversa ao pé do ouvido.
             Desde há muito,encanto-me com os cavalos e tenho absoluta certeza que a recíproca é verdadeira,mesmo porque tenho recebido deles demonstrações inequívocas de encantamento,quando de longe percebem a minha chegada saudando-me com relinchos,quando me aproximo e eles enfiam o focinho debaixo dos meus braços ou esfregam suas cabeças em minha mãos.
             Um cavalo,pela sua índole é sempre afogueado,assustado ou pode ser intolerante,raivoso,sentir-se injustiçado,ser prepotente,soberbo quase sempre,vitimizado muitas e muitas vezes,mas como em um passe de mágica desarmado pela nossa delicadeza.



             Encantador de cavalos?



            A violência por menor que possa ser,nunca será a resposta!



segunda-feira, 20 de setembro de 2010


FOGO

Walter Carmello Filho

19/set/10



Nome de nascimento

de longe o vê chegar

a cabeça em movimento

pede a mão lhe afagar.



Leva o mestre a caminhar ..

Um cavalo e seu cavaleiro

vidas livres a gozar

um sentido verdadeiro!



Cavalgam sob o sol ..

descansam na lua cheia..

tomam banho no rio Balsas

secam deitados na areia !

Procuram as éguas no cio

amam,passeiam na praça

o calor maranhense incendeia

mostram que tem raça.



Imponentes pela pureza

livres soltos sem candeias,

nos dois com certeza ..

corre fogo nas veias!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O MENINO E O CORCEL


Walter Carmello Filho





Suas rédeas em minhas mãos

cavalgando na estrada da vida.

Caminhos sinuosos,encruzilhadas

nosso andar vago sem destino.



Te adotei pequenino, me adotaste

iguais porém diferentes.

Indiferentes, cavalgamos

você cavalo...eu menino

laçamos ,sorri..contente



O menino ginete, o corcel...

Um dia foi marcado

com a dolorida separação,

o mancebo para os livros...

o cavalo na solidão.



Se nos separou o destino...

Eu na cidade a estudar,

êle na pradaria a galopar.

Distantes.. cavalo,menino

irão um dia se encontrar!